Primeira Vez no Japão: Um Roteiro de 7 Dias Que Não Esgota

O Japão sobrecarrega os estreantes porque há demasiado dele e todos os roteiros online tentam enfiar onze cidades. Para uma primeira semana, não faça isso. Duas bases — Tóquio e Quioto — com um par de escapadelas de um dia dão-lhe todo o espetro: néon e templos, caos e calma, sem viver dentro de comboios.
Eis uma semana que funciona.
Dias 1–3: Tóquio
Dia 1 — Chegue, largue as malas e vá com calma. Asakusa (templo Sensō-ji), depois um primeiro ramen a sério. O jet lag ganha esta noite; não lute contra ele.
Dia 2 — O dia de grande cidade. Cruzamento de Shibuya, o Santuário Meiji mesmo ao lado (uma floresta no meio da cidade), Harajuku pelo espetáculo, Shinjuku depois de escurecer. Coma tudo.
Dia 3 — Abrande. O mercado exterior de Tsukiji ao pequeno-almoço, o teamLab ou um museu, uma tarde num bairro tranquilo como Yanaka. Opcional: uma escapadela de um dia a Nikkō ou Kamakura, se ainda não estiver saturado de templos.
Dia 4: O comboio para Quioto
O shinkansen (comboio-bala) faz parte da viagem, não é só transporte — cerca de 2,5 horas, confortável, e o Monte Fuji pela janela do lado direito se o céu estiver limpo. Chega a Quioto à hora do almoço.
Dias 4–6: Quioto
Dia 4 (tarde) — Entre em ritmo por Gion, o antigo bairro das gueixas, e o templo Kiyomizu-dera à hora dourada.
Dia 5 — Os clássicos: Fushimi Inari (os mil portões cor de laranja — vá ao amanhecer para fugir às multidões), o bosque de bambu de Arashiyama e o parque dos macacos. É um dia inteiro e muito andar.
Dia 6 — O lado mais tranquilo de Quioto: o Caminho do Filósofo, uma casa de chá, o mercado de Nishiki para almoçar. Talvez meio dia em Nara pelos veados e o Buda gigante.
Dia 7: Casa (ou Osaca)
Voe de volta — ou, se o seu voo for de Osaca, passe a manhã a comer pelo Dōtonbori primeiro. Osaca fica a 15 minutos de Quioto e é a melhor cidade de comida de rua do Japão; muita gente voa de/para lá de propósito.
Pormenores práticos que ninguém lhe conta
- Arranje um cartão IC de transportes (Suica/ICOCA) à chegada — passe em cada comboio, autocarro e loja de conveniência.
- Ande com dinheiro. O Japão depende mais de numerário do que se espera, sobretudo em restaurantes pequenos.
- Outubro e abril–maio são os pontos ideais — tempo agradável, e escapa à humidade do verão. Veja Japão para as datas.
Quanto custa
O Japão não é tão caro como a sua fama, uma vez lá. O gasto no terreno — comida incrível, entradas em templos, comboios locais — é modesto pelos padrões da Europa Ocidental; são os voos que fazem o grande número. Acertar na janela do voo é o que mais importa aqui.
É esse o roteiro. A janela de voo mais barata para as suas datas, em que bairro se basear e um plano dia a dia acertado para que goste mesmo dele — é o que um guia Wayamigo constrói. Veja Japão para começar.
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